Vozes

“Vozes” reconhece indivíduos comprometidos com a defesa e a promoção da paz, dos direitos humanos, da justiça e da dignidade em suas trajetórias de vida. São doze histórias repletas de valores e ensinamentos que inspiram e motivam nossa luta.

 

Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu em uma família católica nos Balcãs. Determinada a seguir a vocação religiosa, aos 18 anos ingressou na Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, na Irlanda. De lá partiu para a Índia, onde fez noviciado e os votos de obediência, pobreza e castidade, adotando o nome Teresa. Em 1946, ouviu chamado interior que a incitou a abandonar o convento e viver entre os pobres de Calcutá. Conseguiu a nacionalidade indiana, passou a usar o sári branco com debruns azuis e uma pequena cruz no ombro. Pedia ajuda nas ruas para auxiliar pobres, doentes e famintos, angariando adeptos à causa. Madre Teresa fundou a congregação Missionários e Missionárias da Caridade e mais de 600 missões por toda a Índia e em mais de 100 países. Em 1979, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelos serviços prestados à humanidade. Morreu aos 87 anos e, em 2003, foi beatificada pelo Papa João Paulo II.saiba mais

Com apenas 23 anos, Sergio Vieira de Mello conduziu em nome do ACNUR a repatriação e a integração de milhares de refugiados após a proclamação da independência de Bangladesh, em 1971. Foi a primeira de muitas operações em campo durante seus 34 anos de carreira, sendo responsável por processos de repatriação de refugiados ou manutenção de paz em lugares como Sudão, Moçambique e Timor Leste. Hábil negociador, desempenhou diversas funções na ONU até ser nomeado Alto Comissário de Direitos Humanos, em 2002. Com a invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003, o então Secretário-Geral, Kofi Annan, designou Vieira de Mello como seu representante especial em Bagdá, onde foi vítima fatal de um atentado terrorista à sede local da ONU. Em todas as zonas de conflito em que atuou, mostrou compromisso e preocupação com a dignidade das vítimas de guerras e crises humanitárias. saiba mais

O norueguês Fridtjof Nansen foi o pioneiro da ação internacional a favor dos refugiados. Ao ser nomeado pela Liga das Nações como o primeiro Alto Comissário em 1920, foi responsável por definir o estatuto jurídico dos deslocados pela guerra civil da Rússia e providenciar sua integração nos países de acolhimento ou o seu repatriamento. Criou o que viria a ser a estrutura básica do ACNUR e organizou conferência internacional da qual resultou na criação do “passaporte Nansen”. Até sua morte em 1930, suas responsabilidades abrangeram também refugiados gregos, turcos, búlgaros, armênios etc. Em 1922, a obra de Nansen foi recompensada com o Prêmio Nobel da Paz. Desde 1954 o ACNUR atribui anualmente a medalha Nansen a indivíduos ou grupos de pessoas que tenham prestado serviços excepcionais em prol dos refugiados, perpetuando a coragem e a compaixão de Nansen como inspiração.saiba mais

Filho de uma família de imigrantes alemães, Dom Paulo Evaristo Arns é arcebispo emérito de São Paulo e uma das figuras mais relevantes da Igreja Católica no Brasil, devido ao intelecto, ao compromisso com os mais pobres e, especialmente, à defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar. Arns combateu energicamente a tortura política, defendeu refugiados, estudantes, jornalistas, sindicalistas, entre outros tipos perseguidos, e atuou em cooperação com ativistas de direitos humanos, exilados e a ONU para levar à cúpula do Vaticano alertas sobre os regimes militares no Cone Sul. Em 1985, recebeu em nome da Caritas Arquidiocesana de São Paulo o Prêmio Nansen do ACNUR, em reconhecimento aos esforços da instituição no apoio e atendimento aos solicitantes de refúgio e refugiados. No mesmo ano, criou a Pastoral da Infância com a irmã Zilda Arns, morta no terremoto de 2010 no Haiti, onde realizava trabalhos humanitários com crianças.saiba mais

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