Confrontos provocam fuga de milhares para o Chade

quarta-feira, janeiro 29, 2020

Os confrontos em El Geneina, no Sudão, obrigaram mais de 11 mil pessoas a refugiarem-se no vizinho Chade, desde dezembro, das quais quatro mil só na semana passada, segundo o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

JA1A maioria destes refugiados já era deslocada e, quando os ataques se registraram, no final de dezembro de 2019, inclusive em campos de deslocamento, as pessoas fugiram e refugiaram-se temporariamente em escolas, mesquitas e outros edifícios, em El Geneina, capital do Estado de Darfur Ocidental.
Com El Geneina a apenas 20 quilómetros da fronteira, milhares de refugiados rumaram ao vizinho Chade, um número que o ACNUR estima que possa chegar aos 30 mil nas próximas semanas, à medida que as tensões persistirem. No terreno, as equipas do ACNUR têm recolhido relatos de pessoas que fugiram após as aldeias, casas e propriedades terem sido atacadas e, muitas delas, queimadas.
No Chade, os refugiados estão distribuídos por várias aldeias ao longo de uma linha que se estende por quase 100 quilómetros perto da fronteira, à volta da cidade de Adré, na província de Ouaddaï, que já acolhe 128 mil refugiados sudaneses.
O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados refere que as condições são “terríveis”. “A maioria está alojada em abrigos abertos ou improvisados, com pouca protecção. Há uma necessidade urgente de alimentos e água e as condições de saúde são preocupação”, indicou o porta-voz do organismo internacional, Babar Baloch, durante um encontro com a comunicação social, no Palácio das Nações, em Genebra.
Estimando que os confrontos tenham deslocado cerca de 46 mil pessoas dentro do país, o ACNUR e os parceiros humanitários encontram-se no terreno a coordenar a resposta a esta emergência através do registo de refugiados e a fornecer ajuda para salvar vidas, o que inclui distribuição de alimentos, água e outros bens de ajuda.
Outro trabalho da organização passa por identificar e assistir os refugiados que necessitam de cuidados especiais, como crianças sem acompanhante. Baloch reconheceu que, tendo em conta o número de refugiados que chegam, há risco de a capacidade de resposta ser ultrapassada.

Fonte: Jornal de Angola


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